sábado, 31 de maio de 2008

Gabriel

"0 Gabriel Garcia Marquez retirou-se da vida pública por razões de saúde: cancro linfático. Agora - parece que é cada vez mais grave - enviou uma carta de despedida aos seus amigos a qual, graças à Internet, está a ser difundida por todo o Mundo. A sua leitura é recomendada, porque se trata de um texto verdadeiramente comovedor escrito por um dos escritores mais brilhantes de todos os tempos*:

"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate!
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua.
Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas... Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..." Gabriel Garcia Marquez
Texto retirado de um mail que recebi

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Energia para todos...ou não!!!!

20 watts de energia por pessoa, foi o consumo capaz de contentar o homem durante milhares de anos.
Para que se saiba, este valor, equivale, hoje, a manter acesa 24 horas por dia, uma lâmpada de árvore de Natal.
1859 foi o ano que iniciou a diferença. Edwin Drake, na cidade de Titusville, Estado da Pensilvânia, Estados Unidos, furou o primeiro poço de petróleo e desde então o consumo descabido de energia por pessoa aumentou de uma forma exponencial.
Em décadas alcançamos o que não se conseguiu em séculos. 2 000 watts por pessoa.
O nosso problema vai ser viver sem a coisa negra. Prevê-se que dure 75 anos...mas será?
As empresas, as grandes claro, aquelas a que chamamos Multinacionais, querem impor o hidrogénio como a energia alternativa, as pequenas empresas, essas, tem de ir atrás, senão perdem o rasto da evolução. Mas será que o hidrogénio é o nosso futuro? Será esta energia capaz de substituir a matéria prima do plástico e de outras ligas derivadas do ouro negro?
Não me parece que o famoso e prometido salvador hidrogénio, consiga, de facto, resolver de uma forma definitiva a nossa dependência. Acredito até que seja antes uma necessidade das grandes firmas.
Não posso deixar de mencionar o motor magnético, que já testado e aplicado num veículo de duas rodas, não emite resíduos, não precisa de escape, não precisa de depósito, não provoca fricção e desgaste de peças...enfim...não gera lucro. Acho que disse tudo...aguardo a vossa opinião
http://br.youtube.com/watch?v=Etx7a6kjp7A - Link youtube, Motor Magnético

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Praça de São Marcos, Veneza, Itália.

From "Venice: More Than a Dream," February 1995, National Geographic magazine.
Photograph by Sam Abell

Infelizmente e para nosso mal, aquela que eu penso ser uma das cidades mais belas e míticas do nosso "azul", está com o destino traçado.

A foto é da Praça de São Marcos em Veneza, que é, nada mais nem menos, que o ponto mais baixo da cidade. No último século Veneza afundou 13 centímetros e as águas do mar subiram 10.

Durante quanto mais tempo poderemos visitar Veneza? Esta é a pergunta que vos coloco...Aproveitem enquanto podem...Veneza continua a fundar, embora muito lentamente.

domingo, 25 de maio de 2008

Petra, Jordania

FromPetra: Ancient City of Stone,” December 1998, National Geographic magazine
Photograph by Annie Griffiths Belt
Um dos maiores sítios arqueológicos do Médio Oriente, Petra (do grego "petrus", pedra; árabe: البتراء, al-Bitrā) é uma escultura que parece ter nascido da pedra.
De proporções monumentais. Petra foi edificada pelos Nabateus, um povo nómada Árabe, que chegou a esta região por volta do século 3 a.C. É uma cidade inteiramente construída e esculpida em rochas, acredita-se que os Nabateus tenham vivido até 1 d.C.
Depois, foi incorporada pelos romanos e descoberta pelo mundo ocidental em 1812.
Agora que tanto se fala em pegadas ecológicas, acho que deveríamos também olhar para estas construções como um grande marco da nossa civilização.
A 6 de Dezembro de 1985, Petra foi reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO.

sábado, 24 de maio de 2008

Ponto de partida



Já não sei quando, nem em que dia, só sei que me fez parar.

-"Ainda existe quem se queixe do seu trabalho!", pensei eu....


Observei esta foto para aí uns dez minutos. Segundo o artigo da National Geographic, de onde retirei a foto, estes homens são perto de 6000 e os seus clientes são maioritariamente crianças de escola. À primeira vista o nosso pesar poderá até diminuir, mas olhando de volta para a foto, esse sentimento preenche-nos como se nos dominasse.
Na época da monção o cenário muda. As ruas transbordam e os esgotos brotam as suas belas e cheirosas flores para a rua. Os clientes mudam completamente. O nível das águas não permite o transporte motorizado e os nossos amigos são constantemente chamados ao serviço.
Não posso deixar de ficar triste com esta foto. É desumano trabalhar assim...