domingo, 20 de julho de 2008

Para os meus amigos investidores.


O chavão é:
-" No segundo semestre de 2008 o problema está sanado."
Para quem tem algum interesse por este assunto, tem alguns "heróis" metidos em acções e acompanha de algum modo os mercados financeiros, conhece de alguma forma este chavão. Era a frase mais falada pelos supostos mestres e peritos.
Hoje, volvidos cerca de 12 meses, extintos mais de 83 mil postos de trabalho no sector financeiro, ultrapassada a fasquia dos 400 mil milhões de dólares em write-downs, levantados mais de 325 mil milhões de dólares em financiamento por parte dos bancos, registadas quedas na ordem dos 20% a 40% nos principais índices mundiais, já ninguém se atreve a apontar o ano de 2008 como marco de um fim anunciado. Só num dia a nossa pequena bolsa, perdeu o suficiente para construir 2 TGV e 2 aeroportos. Vistas as coisas assim, provavelmente já te pus a pensar, não é?
Os maiores donos do mercado imobiliário americano apostam agora no fim do 2º semestre de 2009. “Não acredito numa recuperação dos mercados em 2008 nem em 2009. Talvez possa ver o fundo em 2010/11. Até lá penso que teremos muita volatilidade e baixas prolongadas”. As palavras são de Pedro Lino, administrador da DIF Broker. E o mesmo responsável adianta: “São necessários anos para recompor a base de capital e a confiança perdida. Esta recuperação não será em V, mas sim em U e mais prolongada no tempo, até pela erosão do valor que se está a assistir nos mercados”.
Agora a questão é, o que fazer, para melhor nos defendermos desta crise?
A acções estão ao preço da chuva, mas perante o cenário acima mencionado, devemos ir à pesca? Quais as acções para uma melhor defesa? As opiniões dividem-se, isto pela pequena investigação que fiz. Aquela que eu mais defendo é, fujam a sete pés das acções cíclicas, uma vez que só recuperam no fim do ciclo descendente, das acções ligadas aos serviços, mais ligadas às taxas de juro e inflação e protejam-se nas acções de lucro de longo prazo, como as farmacêuticas e de mercado a retalho. Cuidado com a volatilidade e a especulação.

domingo, 13 de julho de 2008


E é assim o nosso pão de cada dia...Escusam de o negar:

-"money...money...money...it´s all about money!!!!"

Mentira, falta um argumento, talvez ainda mais forte. PODER!!!!

Diz-se que a questão do Médio Oriente e o ataque ao Iraque já estava avaliado e estudado, antes ainda da 2ª eleição de Bush. Diz-se que era apenas uma questão de tempo. Muita gente estava a ficar nervosa com o levantar da cabeça dos Iranianos e alguém tinha de os controlar.
Apoiar o Iraque e Saddam em mais uma guerra estava fora de questão. Além de custar dinheiro não gerava lucros que valessem a pena um apoio descarado dos EUA.
Apesar do cenário final estar perto do esperado, mas não tão optimista quanto o previsto, os lucros astronómicos que as empresas privadas americanas tiram da guerra do Iraque, mesmo com as consequenências actuais, são mais que um motivo para continuar no terreno. E não falo apenas das empresas de construção ou petrolíferas. As empresas de camionagem e de segurança, são pagas a peso de ouro. E quanto mais perto do cenário de conflito, maior o ganho. O prolongamente do conflito é óptimo para certas empresas.
Com o tempo, os custos pesam e a opinião pública, sem valor calculável, pesa finalmente na questão da permanência dos Militares americanos em terras de ex-Saddam.
Com o tempo, um novo conflito está no horizonte e mais uma vez pensa-se que até ao máximo de um ano Israel, com o consentimento do Senado americano, atacará o Irão.
Com o tempo, estamos em época de eleições no EUA e existe muita gente que espera que a recente amizade entre o Governo Iraquiano e Iraniano, venha a trazer uma segunda forma de resolver a questão da política nuclear Iraniana.
Com o tempo, é inevitável o ataque de Israel, apesar de estes preferirem o apoio internacional e americano a avançar sozinhos...
Com o tempo, a quantidade de armamento que os Russos vendem ao Irão é cada vez maior.
Com o tempo, a notícia espalha-se e o petróleo aumenta cada vez mais....
Esperemos que tanto tempo que nos espera, sirva de facto para resolver este assunto a bem, até porque cada vez mais existem factores que interferem e forçam uma decisão, por exemplo, a recente conclusão de um estudo americano que defende que "um ataque ao Irão, até nem iria afectar assim tanto as relações dos EUA no Médio Oriente."