
O chavão é:
-" No segundo semestre de 2008 o problema está sanado."
Para quem tem algum interesse por este assunto, tem alguns "heróis" metidos em acções e acompanha de algum modo os mercados financeiros, conhece de alguma forma este chavão. Era a frase mais falada pelos supostos mestres e peritos.
Hoje, volvidos cerca de 12 meses, extintos mais de 83 mil postos de trabalho no sector financeiro, ultrapassada a fasquia dos 400 mil milhões de dólares em write-downs, levantados mais de 325 mil milhões de dólares em financiamento por parte dos bancos, registadas quedas na ordem dos 20% a 40% nos principais índices mundiais, já ninguém se atreve a apontar o ano de 2008 como marco de um fim anunciado. Só num dia a nossa pequena bolsa, perdeu o suficiente para construir 2 TGV e 2 aeroportos. Vistas as coisas assim, provavelmente já te pus a pensar, não é?
Os maiores donos do mercado imobiliário americano apostam agora no fim do 2º semestre de 2009. “Não acredito numa recuperação dos mercados em 2008 nem em 2009. Talvez possa ver o fundo em 2010/11. Até lá penso que teremos muita volatilidade e baixas prolongadas”. As palavras são de Pedro Lino, administrador da DIF Broker. E o mesmo responsável adianta: “São necessários anos para recompor a base de capital e a confiança perdida. Esta recuperação não será em V, mas sim em U e mais prolongada no tempo, até pela erosão do valor que se está a assistir nos mercados”.
Agora a questão é, o que fazer, para melhor nos defendermos desta crise?
A acções estão ao preço da chuva, mas perante o cenário acima mencionado, devemos ir à pesca? Quais as acções para uma melhor defesa? As opiniões dividem-se, isto pela pequena investigação que fiz. Aquela que eu mais defendo é, fujam a sete pés das acções cíclicas, uma vez que só recuperam no fim do ciclo descendente, das acções ligadas aos serviços, mais ligadas às taxas de juro e inflação e protejam-se nas acções de lucro de longo prazo, como as farmacêuticas e de mercado a retalho. Cuidado com a volatilidade e a especulação.


